Identidade (Camões, Éclogas II)

“E sou já do que fui tão diferente

Que, quando por meu nome alguém me chama,

Pasmo, quando conheço

Que inda comigo mesmo me pareço.”

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Sobre Joaquim Pinheiro

Professor Auxiliar da Universidade da Madeira - Centro de Artes e Humanidades / Investigador do Centro de Estudos Clássicos e Humanísticos da Universidade de Coimbra - Faculdade de Letras
Esta entrada foi publicada em Leccionação, Psicologia da Cultura e Formação Humana. ligação permanente.

6 respostas a Identidade (Camões, Éclogas II)

  1. Sara diz:

    Identidade – Alberto Caeiro – Nem sempre sou igual no que digo e escrevo

    Nem sempre sou igual no que digo e escrevo.
    Mudo, mas não mudo muito.
    A cor das flores não é a mesma ao sol
    De que quando uma nuvem passa
    Ou quando entra a noite
    E as flores são cor da sombra.
    Mas quem olha bem vê que são as mesmas flores.
    Por isso quando pareço não concordar comigo,
    Reparem bem para mim:
    Se estava virado para a direita,
    Voltei-me agora para a esquerda,
    Mas sou sempre eu, assente sobre os mesmos pés
    O mesmo sempre, graças ao céu e à terra
    E aos meus olhos e ouvidos atentos
    E à minha clara simplicidade de alma…

  2. A identidade não sofre as alterações a que está sujeito o carácter!

    ” Like All Great Travellers, I Have Seen More Than I Remember And Remember More Than I Have Seen.”

    (Benjamin Disraeli)

  3. mamlio diz:

    Sou uma parte de tudo aquilo que encontrei no meu caminho…

    Alfred Tennyson

  4. Lina diz:

    Por mais que mudemos nesta vida, há sempre um pequeno traço do que sempre fomos.

  5. Nelson botelho diz:

    Preciso ser um outro
    para ser eu mesmo

  6. Décia Teixeira diz:

    A definição afirmativa do “Eu” tende a estar sempre no presente do indicativo “Sou”;
    Quando nao o está, tornam-se apenas suposições e/ou perspectivas.

    Talvez por isso mesmo para te definir seja preciso conhecer o que te rodeia primeiro
    E mesmo assim conhecerte-ei apenas perante aquela situação e nada mais.
    Até porque se te quizer conhecer amanhã à mesma hora e nas mesmas situações
    Poderás tu ser outro completamente distinto do que eu ilusoriamente conheci.
    Conclui-se, portanto, que não te conheço de todo, nem um só segmento de ti.

    Só és alguma coisa perante algo ou alguém
    Fora isso és apenas o silêncio entre uma e outra presença.

    Não há necessidade de definir um “Eu”
    No momento em que és “Eu”, “Tu” “Ele” “Nós” “Vós” e “Eles”
    Num momento em que tudo se resume a ti
    E o teu “Eu” é o tudo que existe.

    Será por essa razão que Fernando Pessoa criou uma humanidade própria?
    Precisamente para se desprender dessa dependência existencial de outrém.
    Para se defender deste silêncio?

    É tão dificil de explicar/expecificar o que “Eu” sou
    Que se alguma vez alguém o conseguir fazer
    Acredito que haverá uma enorme probabilidade de, no mesmo instante,
    Cair no abismo profundo de se conhecer limitado a esse “Eu” finito.

    Se até no leito de morte
    Se levanta a questão…
    Se o meu “Eu” de amanhã
    Se revelasse tudo o que não fui
    Ou tudo o que deixei de ser
    Durante toda a minha passada existência?

    Mas mais uma vez afirmo
    E ao mesmo tempo questiono
    Para além de dificil… Será possivel?

    Décia Teixeira

    «Empty your mind; be formless, shapeless like water.
    Now you put water into a cup, it becomes the cup, you put water into a bottle, it becomes the bottle, you put it in a teapot, it becomes the teapot.
    Now water can flow or it can crash. Be water, my friend. » Bruce Lee

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