Adam Johnson ganhou o Pulitzer a escrever sobre a Coreia do Norte (Público, 15 de Abril)

Transcrição do Jornal Público.

Quando fez a crítica a The Orphan Master’s Son , Michiko Kakutani escreveu no The New York Times ser este “um romance notável e ousado”, que “abre uma assustadora janela sobre o misterioso reino da Coreia do Norte”. Aos 46 anos, Adam Johnson venceu com esta obra a mais mediática categoria do Pulitzer para as artes e letras: a categoria de Ficção, em que no ano passado não foi atribuído qualquer prémio por opção do júri.

 

Em The Orphan Master’s Son (ed. Random House), Johnson, que é professor de Escrita Criativa na Universidade de Stanford e já recebeu o California Book Award (2003), conta a história de Jun Do (como John Doe, a designação americana para Zé Ninguém), um órfão de Chongjin que entra para o exército, integra uma missão diplomática no Texas, EUA, mas acaba por ser enviado para um campo de trabalho no seu país onde conhece o Comandante Ga, rival de Kim Jong-il na tentativa de conquista dos afectos de uma actriz com quem é o órfão que acaba por casar.

Noutra crítica do New York Times, Christopher R. Beha diz que o livro é “imensamente divertido”, mas questiona-se: “Será que ‘divertido’ pode mesmo ser a primeira palavra para descrever um romance sobre um dos piores lugares na Terra?”

 Recordando que “certos temas” implicam “responsabilidade moral”, Beha refere que isso é tanto mais verdade no caso da Coreia do Norte, “onde o horror está ainda a acontecer” e quando “tão pouco é revelado para o mundo exterior”. Mas acaba por reconhecer: “Em última análise, a única regra da arte é que podemos fazer tudo aquilo com que nos conseguirmos safar.”

 Nas restantes categorias venceram Ayad Akhtar (Teatro) com Disgrace, Fredrik Logevall (História) com Embers of War: The Fall of an Empire and the Making of America’s Vietnam, Tom Reiss (Biografia) com The Black Count: Glory, Revolution, Betrayal, and the Real Count of Monte Cristo, Sharon Olds (Poesia) com Stag’s Leap, Gilbert King (Ensaio) com Devil in the Grove: Thurgood Marshall, the Groveland Boys, and the Dawn of a New America, e Caroline Shaw (Música) com Partita for 8 Voices.

The New York Times, teve prémios em quatro das 14 categorias para Jornalismo. Enquanto colectivo, a redacção do jornal ganhou o prémio paraExplanatory Reporting (trabalhos de enquadramento temático), David Barstow e Alejandra Xanic von Bertrab ficaram com o prémio para Investigação, David Barboza venceu na categoria de Internacional, e John Branch nos Feature.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s