Uma vida de Jesus, de Shusaku Endo

“(…) convém recordar que o método habitual de execução praticado pelos judeus e pelo Sinédrio contra os dissidentes religiosos não era crucificação, mas a lapidação (tão pouco convém perder de vista que, na época de Jesus, Roma ainda reconhecia ao Sinédrio o direito de impor a pena de morte, embora se reservasse o direito de executar sentenças). Para citar um exemplo, recordemos um homem chamado Estevão, membro da primeira comunidade cristã, foi lapidado por ter sido considerado herege pelos judeus.
No caso de Jesus, portanto, não podemos esquecer levianamente que a resposta do Sinédrio e da multidão foi precisamente a de pedir a crucifixão de Jesus, não por O Considerarem um herege mas um delinquente político. Pedindo a crucifixão e não a lapidação, não faziam mais do que tentar que Jesus fosse justiçado sob a alegação de activista anti-romano e nunca por herege”. (p. 185)

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Sobre Joaquim Pinheiro

Professor Auxiliar da Universidade da Madeira - Centro de Artes e Humanidades / Investigador do Centro de Estudos Clássicos e Humanísticos da Universidade de Coimbra - Faculdade de Letras
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