A actualidade do texto de Séneca

Deixo a citação de um dos textos mais admiráveis que a Antiguidade Clássica nos legou:

“A minha máxima de hoje encontrei-a em Epicuro (é um hábito percorrer os acampamentos alheios, não como um desertor, mas sim como batedor!). Diz ele: “É um bem desejável conservar a alegria em plena pobreza”. E com razão, pois se há alegria não pode haver pobreza: não é pobre quem tem pouco, mas sim quem deseja mais. Que importa o que temos no cofre, ou nos celeiros, quantas cabeças de gado ou quanto capital a juros, se fizermos as contas não ao que possuímos, mas ao que queremos possuir? Queres saber qual a justa medida das riquezas? Primeiro: aquilo que é necessário; segundo: aquilo que é suficiente!”

Cartas a Lucílio 1.3 (trad. de José Segurado e Campos, Lisboa, FCG, 1991)

One comment

  1. Uma verdade!!! Muitas vezes procuramos fora aquilo que está dentro e em cada um de nós, a maior alegria é saber que gostamos daquilo que temos, e a maior parte de nós tem aquilo que precisa – porquê reclamar tanto?

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