Pais devem ter liberdade para escolher a escola, defende Herbert J. Walberg – Educação – PUBLICO.PT

Pais devem ter liberdade para escolher a escola, defende Herbert J. Walberg – Educação – PUBLICO.PT.

4 comments

  1. Concordo com a ideia dos pais poderem escolher a escola para os seus filhos. Mas, quanto a mim, esse poder de escolha levanta alguns problemas: em primeiro lugar, a possibilidade de escolher entre escolas públicas e escolas privadas. É óbvio que os pais que têm mais possibilidades económicas vão escolher as escolas privadas, na tentativa de os seus filhos terem a melhor educação possível. Mas nem todos os pais têm desafogo económico, então poderão escolher, de entre as escolas públicas, aquela em que os filhos poderão ter os melhores resultados. Mas, sempre há pais que não se interessam por esse aspecto e até existem alguns que acham que estudar é um desperdício de tempo e dinheiro e deixam andar. O que irá acontecer é que algumas escolas irão fechar, os professores dessas escolas poderão não ter colocação noutras escolas. E, a consequência, é a de que todos acabarão por perder. Ter de colocar os filhos a quilómetros de distância não é produtivo, mem para os pais nem para os filhos.
    Bom seria se todas as escolas tivessem um nível de ensino que primasse pela excelência. Assim os pais poderiam ter em conta outros interesses como, por exemplo, a proximidade ou a diversidade de disciplinas ou outra mais valia.
    Não sei até que ponto é justo fazer o resultado dos alunos depender dos professores. Existem bons professores e bons alunos, mas também existem maus professores e maus alunos. Tentar subir a fasquia, tirar o melhor partido dos alunos, incutir-lhes o gosto pelo estudo, ajudá-los adqiiri mais competências, ensiná-los a aprender, entre outros objectivos, deve ser louvável por parte de bons professores mas, infelizmente, nem todos conseguem atingir o seu máximo, por diversas razões, nomeadamente o seu nível de motivação e estatuto sócio-económico.
    Seria fantástico que todos os alunos tivessem acesso a ensino de qualidade e que se sentissem motivasos para aprender. Se isso acontecesse em todas as escolas, públicas ou privadas, nem era necessário que os pais tivessem de optar.

  2. Ao limitar-se à única analise dos resultados académicos e classificar a qualidade da instituição escolar baseada unicamente nesta característica, a sociedade encontra-se verdadeira induzida ao erro no sentido em que são vários os factores de delimitam a qualidade e o porquê dessa qualidade escolar. Não obstante é importante salientar os resultados verificados a nível nacional fazendo uma análise consciente destes de forma a não catalogar ou criar enviesamentos sobre qualquer instituição.
    Da mesma forma acreditamos que os pais têm responsabilidade pela educação dos seus filhos e desta forma devem participar no processo de escolha de aquilo que acreditam ser o melhor para eles.
    Não obstante não podem apenas focar-se nas escolas com melhores resultados já que isso seria limitar tudo aquilo que chamamos instituição escolar.

  3. Tendo em conta a realidade do nosso país, acho pertinente deixar a seguinte pergunta:
    Escolha da escola dos filhos: um luxo ou um direito?
    É certo que qualquer pai quer o melhor para os seus filhos a todos os níveis, inclusive na educação. No entanto, fazendo uma achega à nossa realidade, escolhemos as escolas porque estão na nossa área geográfica, ou porque estão na área onde trabalhamos.
    Para escolher uma dita “escola de melhor qualidade” recorremos ao privado, onde a parte monetária evidencia o seu valor.
    Dizer que existem escolas perfeitas é certamente uma grande utopia. Mas, por serem privadas ou públicas não quer dizer que sejam melhores ou piores, podem é ter diferentes condições. Tal como diz a colega Susana, em qualquer uma delas existem bons e maus professores, bons e maus alunos.
    Assim, na minha humilde opinião, a generalização do ensino seria o mais acertado. Serem todas escolas com boas condições, com docentes bem formados e com formação contínua. Escolas onde possam estudar ricos e menos ricos. Uma escola para todos. E, querendo outras especificidades, aí sim, os pais poderiam escolher uma língua extra, ballet, formação musical, um desporto, tudo de acordo com as aptidões das crianças.
    Para finalizar, acho que o ideal era os pais não precisarem de escolher.

  4. Dizer que os pais devem ter liberdade para escolher a escola é ir de encontro ao que consta no Princípio 7.º da Declaração dos Direitos da Criança, Adoptada a 20 de Novembro de 1959, pela Assembleia das Nações Unidas: a criança terá direito a receber educação gratuita. Ser-lhe-á propiciada uma educação capaz de promover a sua cultura geral e de capacitá-la a desenvolver as suas aptidões, a sua capacidade de emitir juízo de valor e o seu sentido de responsabilidade moral e social, e a tornar-se membro útil da sociedade.
    Ao ser escolhida a escola para a criança, embora os pais tenham todo o direito de querer o melhor para os seus filhos, está-se a criar separação e a formar duas classes de crianças: as de baixa condição socioeconómica e as de elite, pertencentes a um estrato social mais elevado. Por isso, entendo que a escola, enquanto instituição, deveria adoptar um modelo de educação único, justo e eficaz para todas as escolas, acabando, assim, com a discriminação e promovendo a auto-estima, a motivação e ao bem-estar de todas as crianças.

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